Caíra à noite, aprontava-se com certa agilidade, a vida chamava-lhe porta fora, tinha pressa de abraçar o mundo, corria. Ah! Essa escravidão maldita, jamais a deixaria em paz. Tornara-se escrava dos seus próprios desejos, era uma espécie de escorpião dando a se mesmo ferroadas, se satisfazendo a cada dosagem do veneno que fora gerado dentro de si mesmo.
Sua prática de devoção aos prazeres, aquecia o sangue, lhe satisfazia. Já não sabia viver de outro jeito exceto pelo estado natural. Corria os sete cantos da cidade, afim de mais uma noite de puro deleite.
– Pra onde vai? Interrompia um anônimo perdido na noite que se estendia.
– Pro mundo. A resposta pronta que sempre gostava de dizer.
De fato, fazer a boa moça, moral, ética, foram temáticas que fugiam a sua conduta, palavras que corriam do seu dicionário pessoal. Era selvagem e de natureza arredia. Ardia um fogo no peito, sua chama dos prazeres. Estava pronta para se queimar em suas buscas intermináveis pelo prazer e seguia adiante mesmo que isso pudesse destruir a si mesma. Havia sim quem não concordasse: falsos puritanos, moralistas que já condenavam coisas menores. Mas sempre ria com cara de gozo, cantava alto e em bom som “eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés”.
Sua prática de devoção aos prazeres, aquecia o sangue, lhe satisfazia. Já não sabia viver de outro jeito exceto pelo estado natural. Corria os sete cantos da cidade, afim de mais uma noite de puro deleite.
– Pra onde vai? Interrompia um anônimo perdido na noite que se estendia.
– Pro mundo. A resposta pronta que sempre gostava de dizer.
De fato, fazer a boa moça, moral, ética, foram temáticas que fugiam a sua conduta, palavras que corriam do seu dicionário pessoal. Era selvagem e de natureza arredia. Ardia um fogo no peito, sua chama dos prazeres. Estava pronta para se queimar em suas buscas intermináveis pelo prazer e seguia adiante mesmo que isso pudesse destruir a si mesma. Havia sim quem não concordasse: falsos puritanos, moralistas que já condenavam coisas menores. Mas sempre ria com cara de gozo, cantava alto e em bom som “eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés”.