domingo, janeiro 23

Estudos cromáticos

A luz que brilha em você vem do sol amarelo? Deve ele, sim, ter emprestado sua nobre cor. Ah! Eu que eu te vejo refletindo cores, sempre, como puder ser tão descuidada? Não percebi. Meus estudos cromáticos revelam, és da magnitude branca ou talvez seja o preto mistério. Reflete todas as cores como o branco e absorve tudo como o preto, também. Será então um eterno Yin-Yang, movido sempre por cores e forças opostas, em eterna sincronia. Procede por meio de semitons de cores suaves, uma música que sempre me convida pra dançar. De ritmo fácil e passos próprios e singulares, quem poderá modificar gestos tão autênticos? É de sorriso doce e compreensível olhar, braços como berços para afagar. Ele suspira amor, que nenhum poeta pode descrever, porque não é idealizado, não é mito de amor romântico. São certezas e cotidiano. È o próprio dia-a-dia, é o amor na sua forma mais singela, são cores que chegam de todos os lugares. Oh! Que descuido esse meu. Não percebi. Não percebi que eras tu a própria luz que reluzia, que refletia cores e também as absorvia, era uma forma de disco cromático, quiçá uma forma peculiar de sol, mas sem dúvida, meu.

Para Ygor, em 03/11/2010