domingo, fevereiro 13

Feliz aniversário. Envelheço na cidade.


Dezenove verões se passaram desde o seu nascimento, um parto complicado, levou um certo tempo para nascer, mas eis que veio ao mundo, alardeando sua chegada com mecanismo que competem a sua existência. Era um recém-nascido e uma idéia que nascia uma idéia. A maiêutica definindo-se. Dezenove anos depois carregava dois apóstrofos tatuados em tinta incolor nos ombros, definindo a autenticidade de suas idéias. Ah! Era um ser humano. Carregava o mundo nas suas costas ao mesmo tempo em que o próprio a carregava de problemas,  e com o mundo, ela envelhecia. Fosse a idade ou a cachaça que carregava na mão, gritavam-lhe verdades. Estava perdida, perdida em um mundo em que todos sabiam se temperar muito bem. Nas horas, nos minutos, a sentença, sua idade dizia: Venha viver novos ciclos, aproveite o que ainda dá tempo de ser aproveitado. E naquela singela frase, um aviso importante sobre como tudo teria sua hora. A cidade lhe oferecia muitos encantos e ilusões e nos futuros anos de vida o desejo seria de somente se apegar ao que fosse mais sincero, ao que sangrasse mais.  A maturidade apressou-se.