sábado, setembro 10

maré cansada.

O sol lançou seus raios, como faz todo dia. Ela pisou forte, com a força que ainda lhe restava, prosseguiu. Caminhou alguns trechos e chegou ao seu destino. sentou-se. Não havia muito a se fazer desde que... não, não. Isso são águas pra outras marés. Sentou-se, basta dizer isso. esperava distraída, ao lado de alguns amigos, a chegada do horário de suas atividades. Ele chegou. Olhou-a com um olhar secreto, rápido e talvez até disfarçado. Sorriu então um sorriso atrasado, do seu melhor jeito. Cortou-lhe então o coração. Sim, o sorriso dele cortou o coração dela. Esperou que o fluxo de suas águas voltassem ao normal, não voltaram, mas conteve-se. Abraçaram-se como se abraçam amigos que não se vêem a certo tempo. Não se viam a dias, ela estava mal, ele não sabia, conteve-se. Através das conversas, dos assuntos, das idéias, gestos esboçavam desejos, delineavam inclinações, já era tarde. A maré recolhia-se, estava cansada.

quarta-feira, 26 de maio de 2010 17:21